Sequestro em SP: A culpa é de quem?

A Diretora do Clube de Comunicação em São Paulo, Thaís Naldoni, editora-executiva Portal IMPRENSA, trouxe uma discussão importante para o Clube de Comunicação, onde sou Diretora de Relacionamento. Comentem em http://portalimprensa.uol.com.br/colunistas/colunas/2008/10/18/imprensa311.shtml. Como o assunto tem muito a ver com a imprensa, com os comunicadores em geral e mais ainda com a sociedade, trago para cá esta discussão. O Blog do Jorginho, Jorge Antônio Barros, tem uma análise bem interessante de um dos maiores especialistas no estudo de ações táticas policiais. Recomendo também a leitura do livro do Bucci, "Sobre a Ética e a Imprensa", considerado o melhor sobre este tema tão importante. E sugiro relermos o Código de Ética dos Jornalistas para termos estas questões na ponta da língua. http://www.jornalistas.org.br/download/codigo_de_etica_dos_jornalistas_brasileiros.pdf.

Resumindo, para não escrever um outro livro aqui, que opiniões em lista de discussão não são para isso, Bucci diz que sensionalismo é eticamente reprovável. Ela lista 10 mandamentos. Alguns deles são:
1- Pensar nas consequências do que se publica. Ex. Não se noticiar suicídio. E expor vidas ao risco, como houve neste sequestro em SP?
2- Contar a verdade não é o bastante. Mais uma vez, o jornalista deve levar em conta as consequências de seus atos antes de decidir o que fazer.
3- Possuir impulso de educar. Houve isso quando se entrevistou o sequestrador?
4- Distinguir opinião pública de opinião popular. Ex: opinião pública é diferente de curiosidade perversa do público.


É muito perigoso o jornalista se considerar acima do bem e do mal. É preciso chamarmos para um debate urgente os produtores de conteúdo na internet, e não só a grande imprensa, porque concordo com o Bucci que a prática jornalística nunca dependeu tanto da reflexão como agora, ainda mais um momento em que há 113 milhões de blogs na web. Estes números foram publicados na segunda-feira, ou seja, já estão velhos. Uma redação é um núcleo encarregado de pensar, ainda mais na era da internet em que todos são produtores de conteúdo e, mesmo que a Sônia Abrão e o Datena não estivessem brigando por audiência, alguém poderia colocar este vídeo ao vivo na TV UOL. Hoje o UOL já fatura duas vezes mais que o Estadão. Ou no Google, o maior do mundo. Precisamos tomar muito cuidado com fazermos jornalismo para outros jornalistas tudo com medo de tomarmos o furo. "Se eu não der, o outro dá", justificam os que pensam assim. Na minha época de TV Globo, a empresa que mais tempo assinou minha carteira, ficou proibido detalhar sequestros: como foi, de onde arrancou a vítima, etc. Tudo para que a emissora fizesse sua parte em não contribuir com a difusão deste "ensinamento". Suicídio, idem. Lembro de um dia que estava sozinha no plantão e atendi ao telefonema do Dr. Roberto Marinho cedinho perguntando se tínhamos dado o suicídio da Elisinha Moreira Salles. Esta discussão tem que envolver também especialistas em gerenciamento de crises porque há muitos atores envolvidos: sociedade, segurança pública, imprensa. Mais do que culpar A ou B por esta morte precoce, necessitamos evitar as próximas porque maluco é o que não falta. Aliás, estou impressionada com a quantidade de malucos soltos por aí.

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