A solução: infiltração, inteligência, disciplina, treinamento e organização

Começo otimista esta semana, após término de um evento em que precisei contratar seguranças para escoltar 60 executivos da República Dominicana, Chile, Argentina, Alemanha e de outros países a trabalho por aqui. Conversando com quem convidei para ser o reponsável pela segurança, um militar do exército, falávamos sobre a estratégia de infiltração de agentes para o sucesso da operação do governo colombiano na libertação de Ingrid Betancourt, sequestrada pelas FARC em 2002. Muita gente está achando inverossímil um embarque pacífico e sem tensão dos reféns em um avião. Ele acha bastante viável quando há infiltração, inteligência, disciplina e treinamento. Não só as FARC têm organização. Este fato me dá ânimo para acreditar que podemos fazer o mesmo para combater o crime organizado por aqui. Estarei na quinta e sexta em Belo Horizonte. A capital que tem melhor índice de qualidade de vida da América do Sul não pode ter 49,2 homicídios por 100 mil habitantes enquanto o Rio de Janeiro tem 37,7. E eu não quero ter que precisar de seguranças quando empresas escolhem o Brasil como sede para seus eventos. Eles não contratam quando nos levam para eventos nos países deles...Até amanhã. Obrigada aos que me mandaram emails perguntando por onde eu andava.

Barcelona quebra as barreiras sociais

O Vidor comenta hoje em O Globo que, com o crescimento razoável da economia brasileira, nossas regiões metropolitanas começam a se estruturar para o desenvolvimento sustentável. Não conheço Medelín (Colombia), mas há dois anos estive em Barcelona pela terceira vez, e ele comenta que a cidade espanhola optou por um modelo, que foge da tendência de se dividir em centros financeiros, bairros temáticos, refúgios étnicos ou barreiras sociais. Onde só havia ricos, eles trataram de criar espaços para famílias remediadas. Participei de um seminário na London School of Economics com um palestrante americano contando uma experiência para a audiência inglesa sobre como diminuir a criminalidade, aumentar o nível de escolaridade e a inclusão social. A conclusão é que nos dois países desenvolvidos as realidades dos temas são bem distintas, mas o aprendizado é que, num prazo de 20 anos, melhoraram bastante os três índices estudados. Onde só havia pessoas comuns surgem espaços nobres integrando os que já moravam por lá. Fica a idéia para ser debatida aqui.

Progreso: Brasil, es posible que pueda convertirse, en el Player más grande del mundo

El proceso de internacionalización en la economía brasileña há entrado en una nueva era. Por primera vez, la inversión extranjera directamente en actividades relacionadas con la agricultura y la extracción de minerales (sector primário – commodity), creció a un ritmo mayor que el de sectores industriales y de servicios, mostrando índices satisfactorios y promisorios tales como el 2,3% en el 2000 y un 14%en el 2007.
Además es interesante ver, que el país tiene previsto convertirse en el player más grande del mundo agrícola, sin embargo debemos abrir los ojos de los brasileños en estas materias. "Si es bueno para Inversionistas, también puede ser bueno para todo el país". El crecimiento de la demanda mundial es inevitable y ya vemos como se elevan los precios, llevando al mundo a una crisis alimentaria. Hoy en día Brasil produce más de lo que solamente que consume. Es por eso que las exportaciones, incluyendo diferentes factores tales como: territorio, clima, etc, se pueden mejorar, aumentando la productividad para exportar mucho más a los paises desarrollados, siempre pensando en la preservación del medio ambiente y el valor del bosque en pié como el mayor marketing de venta fuera de nuestras fronteras.
Para acrecentar nuestras áreas de especialización, es fundamental el crecimiento del país. Eso es lo que he dicho, en la entrevista de esta semana a Tiago Mainieri de Oliveira, Doutorando en Comunicación Científica de la USP, integrante del Programa de Postgrado en Ciencias de la Comunicación en la Escuela de Comunicaciones y Artes de la Universidad de Sao Paulo, junto con la Universidad Autónoma de Barcelona (España) y la Universidad de Florida (Estados Unidos). No está demás leer y reflexionar sobre historias que nos conduscan al progreso de nuestra sociedad en este lluvioso dia de domingo.

Rumo ao progresso

Prezados todos, em especial, renomado colunista da Folha de São Paulo, Clóvis Rossi e Tonico, que assinam seus comentários, e anônima, não podemos e não vamos perder a guerra para a criminalidade. Estou chegando de uma conversa sobre o blog do CEO do HSBC com a Superintendente de Endomarketing do maior banco do mundo, a Juliana Marques. "Para ter um blog tem que ter estômago", ela disse e completou: "é preciso definir seu público-alvo". Meu público-alvo é quem acredita que há projetos transformadores que podem melhorar a sociedade e quem ainda tem sonhos. São estas pessoas que me interessam manter relacionamento virtual ou ao vivo. Juliana defendeu lá que não houvesse mais postagens anônimas, que as pessoas tivessem coragem de defender seus pontos de vista e sugestões para uma empresa melhor. Eu aqui não ligo, não, porque a anônima também faz algumas reflexões interessantes para um Brasil mais justo e que vai ganhar a guerra resgatando a lei, a ordem e a paz rumo ao progresso. No dia 3 de julho chegam alemães, chilenos, nicaraguenses e profissionais de outras nacionalidades para um evento que estou organizando. Eles estão em busca de um Brasil lindo, atencioso, que funciona, tranquilo. Este é o país que merecemos.

Lição número um do gerenciamento de crises: admitir o erros

Gostei de ver o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, pedir desculpas às mães dos três jovens do Morro da Providência mortos após entregues por 11 militares a traficantes do Morro da Mineira, no Rio. É a lição número um do gerenciamento de uma crise. O mesmo que fez Ronaldo quando foi flagrado com travestis. Admitiu o erro. Que venha a lição número dois: buscar justiça para os culpados, a número três melhorar a educação que foi dada ao tenente e aos amigos destes meninos assassinados, a número quatro, cinco... Educação consistente. Não esta que é dada ao garoto Mateus, de 11 anos, morador do Vale Encantado, que vai à escola e não consegue aprender a escrever seu nome ainda. Foi o que vi na semana passada numa oficina de fotografia que fizemos na comunidade. Muito triste.

Antes que a Sá Ferreira sepulte mais um Casarré

Realmente estou apanhando para fazer um blog sozinha. Respondi, agradecendo à crítica que me foi feita sobre eu transformar meu infinito particular em aprendizado e reflexões de interesse público e agora, quando vou postar uma nova nota, me surpreendo com seu sumiço. Foi convocada para ontem, no hall do Edifício Zurich, número 88 da Rua Sá Ferreira, em Copacabana, uma reunião de vizinhos dos edifícios de números 63,73,83, 89, 91 e 96. Eles buscam soluções para os "aflitivos problemas" que enfrentam nestre trecho da Sá Ferreira, entre a Saint Romain e a Raul Pompéia. Já nem falam da desvalorização dos imóveis contruídos numa antiga região nobre. Falam de seis pontos:
1) iluminação precária
2) sujeira
3) situação do entreposto dos catadores de lixo
4) desordem urbana na circunvizinhança
5) segurança
6) valor do IPTU relativamente a outras ruas e às "disparidades" nas condições oferecidas pelo poder público. Moradores comentam que o ponto de mototaxi da favela agora está na Rua Sá Ferreira porque o "dono do morro" estaria cobrando pedágio dos motoqueiros. Eles não sabem com quem reclamar porque, como já foi comunicado pela Coluna Gente Boa, de O Globo, o fato de um Chevette estar abandonado lá há tempos e ser motel, cheiródromo, etc não interessa à delegacia da área porque foi comunicada e nada pôde fazer. No meu ponto de vista aquele trecho da rua é virou parte da comunidade, então o IPTU tinha que ser, no mínimo, semelhante. Por não ter onde registrar suas reclamações, cidadãos, amigos, desabafam com jornalistas. O que posso fazer? Mandar um email para o prefeito César Maia, como fiz naquele caso do garçon do Royal Grill que morreu de dengue e teve outra causa mortis registrada em seu obtuário, enviar nota para uma coluna da grande imprensa, escrever no meu blog, falar com amigos da Comlurb, sugerir um protesto pela revisão do valor do IPTU. É isso que vou fazer. Espero que seja antes de o local sepultar mais um Older Casarré, ator morto por bala perdida em 92.

Malu Fernandes tem "um blog sensacional" diz informativo do Santo Inácio

Abri ontem à noite o informativo do Colégio Santo Inácio e lá está uma nota bem grande com foto falando do meu blog. "Malu Fernandes (82)tem um blog sensacional", escreve o professor Paim, na edição de junho/ julho, que acabo de receber. Ele ressalta minha saudação/ apresentação e diz porque o título Shopping de Comunicação se justifica. "Vale uma navegada", recomenda. Não tenho a pretensão de que ele seja sensacional porque eu teria que dominar as ferramentas de áudio e vídeo, normalmente pilotadas por meus parceiros de trabalho. Desejo atrair pelas notícias do bem ou pelas soluções para as do mal que fazem parte da vida. Desejo repescar meus amigos perdidos pela França, Estados Unidos, Argentina, Bélgica ou Nova Iguaçu. Hoje me ligou o Senise, Diretor da Fábrica da Michelin, que era do meu grupo de MBA em Management em 2000, reaproximado pelo linked inn, rede de relacionamento na internet. Através do blog desabafo e encontro eco em novos e antigos amigos. Obrigada Paim, que venham comentários de muitos inacianos que se formaram comigo em 82 e de todos os outros anos que se afinem com esta certeza de que podemos viver num mundo mais justo.

Passei o domingo angustiada

Passei o domingo angustiada. É que li assim que acordei sobre os jornalistas de O Dia torturados por milícias de ex-policiais numa favela. Nunca trabalhei em O Dia, mas tenho amigos queridos lá, por isso liguei para lá para me solidarizar, a única coisa que me resta fazer. Nesta semana gerenciei a crise de um consultor inglês de uma multinacional cliente e até contato com amigos budistas tive que fazer para minimizar o sofrimento da esposa. Lembrei o dia inteiro das teorias e práticas de gerenciamento de crises corporativas, cujo tema fui professora na Pós-Graduação de Comunicação Empresarial da UniverCidade e da Fundação Getúlio Vargas. Lembrei das favelas em que já estive fazendo coberturas de crimes: Alemão, Cerro Corá, Vidigal, Rocinha, tantas. Pensei nas famílias, nos empregados do jornal em geral, nos demais jornalistas de O Dia e outras redações, nas Ongs, no Sindicato dos Jornalistas, na Fenaj, nas pessoas de bem. Onde estão as pessoas de bem? As vítimas escaparam vivas, mas eles podem voltar e também suas famílias estão expostas. É hora de o jornal admitir sua inexperiência em lidar com a tragédia e chamar consultores- até estrangeiros se for preciso- para ajudar na questão. Lembra do jornalista da CBS sequestrado durante 100 dias e libertado no Iraque em fevereiro? O jornalista Richard Butler e seu intérprete foram atacados perto do hotel onde estavam hospedados. Várias vezes os seqüestradores foram duros e violentos com Johnston, ameaçando sua vida: "Em um momento, eles ficaram furiosos com o andamento das negociações, me amarraram", declarou à imprensa. Esse não é o primeiro atentado contra jornalistas no Iraque nem o primeiro contra a liberdade de imprensa no Brasil. Não quero defender O Dia ou a CBS, mas está ficando difícil fazer reportagem. Está ficando difícil viver. Nesta noite o segurança aqui da rua tinha deixado carros na minha garagem e ainda gritou quando chamado atenção. Aqui, ele e seus companheiros "tomam conta" da rua desde antes de eu chegar, em 97, não têm carteira assinada, faltam quando querem e ainda acham ruim quando reclamamos. Onde estão as pessoas de bem que possam me dizer o que fazer? É melhor eu deixar eles beberem em serviço, os repórters não mostrarem à sociedade o que são as milícias para não arriscarem suas vidas, nós não denunciarmos estelionatários que estão agindo em nome do Montepio da Família Militar. É melhor se alienar e como me disse uma amiga que estuda filosofia:"O que descontrói aquilo que te formata? Descobre, corre para lá de vez em quando, e volta para vida e seus papéis. É esse o segredo da alegria".

A corrupção da sociedade

O jornalista Roberto Ferreira, assessor do deputado Jorge Bittar, e eu coordenamos ontem um talkshow, durante evento promovido pelo Clube de Comunicação, com o autor do blog http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/reporterdecrime, Jorge Antônio Barros. Pena que não estou conseguindo postar a foto para você ver como ficou aconchegante o papo no Centro Cultural Solar de Botafogo. Coisas de tecnologia. Muito do que ele falou ontem está hoje em O Globo numa matéria sobre os dois principais desafios do Brasil nos próximos 20 anos: reduzir o gasto público e combater a insegurança. Não vou transcrever o texto, mas Jorginho falou de temas que Roberto da Matta abordou no evento organizado pela Associação de Antigos Alunos da PUC. "Nosso problema é viver sob regras igualitárias. A desigualdade faz parte da nossa história. Quando falo de inclusão, não é só do pobre, mas também da elite que não obedece às regras. Nos próximos 20 anos, temos que superar o ranço aristocrático e decidir se vamos ser uma sociedade de pessoas de brasão ou de pessoas comuns", opinou o antropólogo. Jorginho afirmou que o problema é a corrupção da polícia e ainda a "corrupção" da sociedade porque sempre queremos alguma facilidade, algum jeitinho, algum benefício. E o blogueiro completou: "É duro, mas temos que admitir que somos assim". Jorginho falou também sobre a obsessão pela credibilidade do jornal e sobre o que mudou na cobertura da guerra urbana desde que trabalhamos juntos na década de 90 e mais ainda, desde que começou na profissão 10 anos antes. "Hoje eu não moraria como repórter numa favela para escrever uma matéria como fiz na Rocinha em 88 e me deu um Prêmio Esso", afirmou. "Nem para fazer uma matéria sobre o que mudou na comunidade de lá para cá, 20 anos depois?", perguntei. "Não, minha mulher não deixaria", justificou-se, sempre de bom humor e eloquente. Além de algumas ameaças de morte que já sofreu, comentou sobre seu sonho de fazer um documentário e um livro, cujos temas não quis adiantar, sobre sua visão de futuro da internet e os blogs que mais acessa: do Noblat e do Ancelmo, entre outros.

Quem é Malu Fernandes

Minhas experiências são nas áreas de meio ambiente, energia, finanças, economia, negócios, varejo, telecom, saúde, agronegócio, direito, tecnologia, terceiro setor, entretenimento, comportamento, moda, educação e cultura.

Adoro viajar, já estive em 40 países, sou inquieta e curiosa, estou sempre em busca de novas informações. Participei de cursos e seminários no Brasil e no mundo sobre Redução da Pobreza- Um Estudo de Caso (London School of Economics); Experiental Marketing (Columbia University, EUA), On Line 2005: Les journées du Web Marketing et de la Relation Client Sur Internet (CNIT, La Defense, Paris), Politica Comercial y Competencia Internacional (Universidade de Barcelona) e seminários com Al Ries, Claus Moller, Arno Penzias, Richard Whiteley y Mark Sommers (Finnegan, Henderson, Farabow, Garrett & Dunner), entre outros.

Atuo como Diretora de Relacionamento do Clube de Comunicação e membro da Rede Brasileira de Jornalistas Ambientais. Fui professora de Gerenciamento de Crises em cursos de Pós-Graduação na Escola de Políticas Públicas do Iuperj e na UniverCidade e também na Fundação Getúlio Vargas . Fui palestrante e debatedora na ABI- Associação Brasileira de Imprensa e em eventos como Enjac- Encontro Nacional de Jornalistas em Assessoria de Comunicação, além de empresas como Petrobras e universidades.

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