Ir ao banheiro no trabalho ou não ir: eis a questão

Nas últimas semanas, viralizou a notícia de uma funcionária que foi advertida pela empresa por ter usado o banheiro durante o expediente. Saiu no UOL, Exame, Migalhas e em vários sites, ou seja, crise. A empresa não pode limitar o número de vezes que um funcionário vai ao banheiro durante o expediente, nem o tempo gasto por ele nesse intervalo.

Porta vetor criado por macrovector – br.freepik.com

Apesar de não existir uma lei trabalhista específica sobre o assunto, esse é o entendimento da Justiça. Não é previsto em lei, mas não precisaria ser. A limitação do tempo dos funcionários para o uso do banheiro é ilegal. A justiça já determinou, em diversos julgados, que as empresas que limitem o uso do banheiro deverão pagar indenização por danos morais aos seus funcionários. Enquanto há empresas vivendo em outro planeta, um assunto comentado nas redes é o “Nu Way of Working (ou “jeito Nu de trabalhar”)” um conjunto de diretrizes que acaba de ser anunciado pelo Nubank.

O modelo de trabalho deles é híbrido, foi pensado para que as equipes possam colaborar mais presencialmente e ainda assim manter a flexibilidade do trabalho remoto. Duvido que alguém de lá esteja pensando em quantas vezes seus funcionários vão ao banheiro.

Para a gente na SDC o melhor dos dois mundos, trabalho remoto e presencial, é aliar flexibilidade, bem-estar e produtividade. No Nubank, o modelo de trabalho funciona em ciclos de dois meses: a cada sete semanas trabalhadas em casa, um semana será no escritório. Para nós aqui na agência, funciona estarmos juntos quando precisamos. Muitas vezes alguns estão presencialmente e outros remotamente. Foco nas entregas.

Temos que ser startups. Nós, o Nubank e a sua empresas. Lançar a política, testar, ver se fica de pé e mudar o que não fizer sentido. Os times do Nubank possuem um calendário com as datas estipuladas ao longo do ano para os dias na companhia e aqueles em anywhere office.

A ideia é que a semana de trabalho presencial possibilite que as pessoas se aproximem e participem de eventos importantes para o o banco mas é bom lembrar que as empresas são elas e nós terceirizados, de comunicação, TI, consultorias, etc.

É interessante esta oportunidade para empresas de eventos mensurarem resultados e ajudarem os clientes a terem uma semana para colocar foco nas atividades que sejam importantes os times estarem juntos.

De nossa parte, evitar duas horas de ida e volta mais o tempo para escolha de roupas, etc, se reverteu em trabalho, estar mais com a família e mais atividades físicas. Poder trabalhar em outras cidades e mudar a rotina estimula a criatividade, o que é ótimo para profissionais de marketing e comunicação mesmo sem acesso aos benefícios que todos os Nubankers terão como descontos em passagens aéreas, ônibus e hotéis quando precisarem ir ao escritório.

Para empresas grandes, vale a ideia do Nubank de pessoas e times que quiserem trabalhar no escritório com mais frequência poderem reservar mesas e áreas para aproveitar o espaço e as possibilidades de colaboração. Podemos pensar como este modelo pode funcionar em nossos ecossistemas.

Buscamos flexibilidade para motivação dos melhores talentos. A ida ao escritório não será imposta aos Nubankers que não puderem comparecer nas datas planejadas. Trazendo esta inovação para a nossa realidade, os times devem alinhar as expectativas com os clientes para que se mantenha a produtividade.

Em nosso caso uma aqui, por exemplo, uma colaboradora está vendo a filha no Canadá e trabalhando da mesma forma. Ninguém nem sabe que ela está fora do Brasil. Moral da história: ganhamos uma baita profissional feliz para sempre conosco. Este não é só o futuro do trabalho criativo e inovador. É o presente para atrairmos, retermos e engajarmos os melhores talentos e fornecedores.

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